quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Diversidade Linguística



Algumas características mudam de uma região para outra. Com isso, surgem variedades linguísticas que podem ser influenciadas por fatores econômicos, sociais, culturais, políticos e ideológicos. Variações como dialetos, idioletos e socioletos podem ser distinguidos não apenas por seu vocabulário, mas também por diferenças na fonologia, na gramática e na versificação.
Resumidamente, podemos identificar alguns fatores que contribuem para essa variação linguística:
Variação Geográfica: se refere às diferentes formas de pronúncia, vocabulário e estrutura sintática entre as regiões.
Variação Social: aqui são agrupados alguns fatores que determinam essa variação como, o meio social em que vive a pessoa, seu grau de educação, sua idade e seu gênero. É importante salientar que essa variação não compromete a compreensão entre os indivíduos.
Variação Estilística: um mesmo indivíduo utiliza a variação estilística de acordo com as diferentes circunstâncias de comunicação. Pode ser utilizada a linguagem informal nas conversações imediatas do cotidiano e a linguagem formal, utilizada em conversações que não são do dia-a-dia e cujo conteúdo é mais complexo e elaborado. Os dois estilos ocorrem tanto na linguagem escrita quanto na falada!

É importante salientar que as diferentes modalidades de variação linguística não existem isoladamente!

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Linguagem e Comunicação:Verbal e não Verbal

 comunicação ocorre quando  emitimos  uma mensagem com a finalidade de nos fazermos compreender. Dentro desse processo de comunicação utilizamos a linguagem, aquilo que representa o pensamento através de sinais que permite a interação entre as pessoas. Existem diversos tipos de linguagem como a música, a dança, a mímica, a pintura, a fotografia, a escultura, etc. Essa diversidade da linguagem pode ser organizada em dois grupos: a linguagem verbal e a linguagem não verbal.
Segundo Willian Roberto Cereja e Thereza Cochar Magalhães:
“A linguagem verbal é aquela que tem por unidade a palavra; as linguagens não verbais têm outros tipos de unidade, como o gesto, o movimento, a imagem, etc. Há ainda as linguagens mistas, como as histórias em quadrinhos, o cinema, o teatro, a TV, que utilizam a imagem e a palavra.” 


 

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Retextualização

Sabemos que as diferenças entre o texto falado e o texto escrito são diversas. Entretanto, estigmatizar como errôneo, caótico ou informal o texto falado não é uma atitude correta. Assim como o texto escrito não necessariamente segue normas (como exemplo temos uma poesia ou uma música), o texto falado pode sim estar de acordo com as leis gramaticais e a norma padrão da lingua. Uma forma de transformar o texto falado em escrito, e vice-versa, é a retextualização. Atitudes do cotidiano, como anotar uma aula ou contar a alguém sobre uma notícia encontrada em um jornal é uma forma de retextualizar um texto. Mas é importante ressaltar que a retextualização deve ser uma transcrição fidedigna do texto original. Nela, operações de substituição, seleção, acréscimo, reordenação e condensação devem auxiliar o documentador em seu trabalho.
Como um exemplo de retextualização,segue abaixo a música Tiro ao Álvaro, de Adoniran Barbosa, e sua retextualização.

Original
De tanto levar frexada do teu olhar…  
meu peito até, parece sabe o quê,
 táubua de tiro ao Álvaro,
não tem mais onde furar…
 Não tem mais…
 táubua de tiro ao Álvaro,
 não tem mais onde furar…
Seu olhar, mata mais do que bala de carabina  
 que veneno estricnina
 que peixeira de baiano
 teu olhar mata mais que atropelamento de automóver
 mata mais que bala de revórver… 
 Retextualização 
De tanto levar flechada do teu olhar
Sabe o que meu peito parece?
Tábua de tiro ao alvo
Não tem mais onde furar...
Não tem mais…
Seu olhar mata mais do que bala de carabina
Que veneno estricnina
Que peixeira de baiano
Teu olhar mata mais que atropelamento de automóvel
Mata mais que bala de revólver…


segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Figuras de Linguagem

As figuras de linguagem são usadas em nosso cotidiano, e subdividem-se em figuras de construção ou de sintaxe, de pensamento e de palavra. Estas figuras servem para dar sentido às várias significações que uma mesma palavra pode ter. São muito usadas não apenas coloquialmente no texto falado, mas também em poesias, músicas e até mesmo textos formais.

Exemplo do uso de várias figuras de linguagem em uma poesia:
Já não desfilava pelas ruas
Já não usava aspas, nem parágrafos
Já não se escrevia em itálico
Nem se sublinhava
Negrito nem que fosse título
Nome ou instituição
Já não queria chamar atenção
Já não cometia erros de sintaxe
Já não conjugava verbos
Nem sequer desdobrava palavras
Estava cheio de prefixos
Derivados de sua sufixação
Já não usava hipérboles
Já não vivia: metáfora
De antíteses estava cheio
Já se sentia sozinho
Já não queria se explicar
De palavras mudas construiu o seu caminho
Negava antes mesmo de questionar
Já não falava para não ser pego de surpresa
Reduziu-se a ponto de não significar
Já não cabiam reticências
Já não precisava sinalizar
Era ponto final.
Deise Anne

Funções da Linguagem

 Toda linguagem tem um objetivo. A linguagem verbal, por sua vez, tem alguns objetivos muito claros e por isso devem ser estudados para que possamos melhor entendê-la e utilizá-la.
Vejamos primeiramente como funciona o sistema de comunicação, utilizando a linguagem verbal.
- Aquele que emite a mensagem, codificando-a em palavras chama-se EMISSOR.
- Quem recebe a mensagem de a decodifica, ou seja, apreende a ideia, é chamado de RECEPTOR.
- Aquilo que é comunicado, o conteúdo da comunicação é chamado de MENSAGEM.
CÓDIGO é o sistema linguístico escolhido para a transmissão e recepção da mensagem.
REFERENTE, por sua vez, é o contexto em que se encontram o emissor e o receptor.
- O meio pelo qual esta mensagem é transmitida é nomeado CANAL.
São seis as funções básicas da linguagem verbal:
Função Emotiva / Expressiva
É centralizada no emissor. Como o próprio nome já diz, tem o papel de exprimir emoções, impressões pessoais a respeito de determinado assunto. Por esse motivo ela normalmente vem escrita em primeira pessoa e de forma bem subjetiva. Em textos que utilizam a função emotiva há uma presença marcante de figuras de linguagem, mensagens subentendidas, elementos nas entrelinhas, etc.
Os textos que mais comumente se utilizam desse tipo de linguagem são as cartas, as poesias líricas, as memórias, as biografias, entre outros.

Função Referencial / Denotativa
Contrariamente à emotiva, esse tipo de linguagem é centralizada no receptor. Como seu foco seja transmitir a mensagem da melhor maneira possível, a linguagem utilizada é objetiva, recorrendo a conceitos gerais, vocabulário simples e claro, ou, dependendo do público alvo, vocabulário que melhor se adeque a ele. É chamada de denotativa devido à objetividade das informações, à clareza das idéias. Há uma prevalência do uso da terceira pessoa, o que torna o texto ainda mais impessoal.
Os textos que normalmente fazem uso dessa função são os textos jornalísticos e os científicos.

Função Apelativa / Conativa
Como sugere a nomenclatura, essa função serve para fazer apelos, pedidos, para comover ou convencer alguém a respeito do que se diz. Centralizada no receptor, procura influenciá-lo em seus pensamentos ou ações. É bastante frequente o uso da segunda pessoa, dos vocativos e dos imperativos.
Essa função é aplicada particularmente nas propagandas ou outros textos publicitários, e também em campanhas sociais, com o objetivo de comover o leitor.

Função fática
Centraliza-se no canal. Tem o objetivo de estabelecer um contato ou comunicação, não necessariamente com uma carga semântica aparente.
É utilizada em saudações, cumprimentos do dia a dia, expressões idiomáticas, marcas orais, etc.

Função poética
Caracteriza-se basicamente pelo uso de linguagem figurada, metáforas e demais figuras de linguagem, rima, métrica, etc. É semelhante à linguagem emotiva, sendo que não necessariamente revela sentimentos ou impressões a respeito do mundo.
Como pode-se constatar essa função é aplicada em poesias, músicas e algumas obras literárias.

Função metalinguística
Esta última função está presente principalmente em dicionários.
Caracteriza-se por trazer consigo uma explicação da própria língua. Pode ocorrer também em poesias, obras literárias, etc.


Calvin e sua tentativa frustrada de vender um desenho ao seu pai( exemplo de função apelativa) :

sábado, 31 de agosto de 2013

Como as pessoas falam pelas Redes Sociais

linguagem e comunicação

Pode parecer estranho, mas a linguagem coloquial é apropriada a certos tipos de situação! Isso não quer dizer que esteja em acordo com as regras normativas, pois não está, mas sim a adequação do enunciado de acordo com o contexto.

Por exemplo: Suponhamos que uma jovem ligue para a amiga, a fim de convidá-la para sair e diga: Olá Ana, bom dia! Como vai você? Quero convidá-la para passar esta tarde comigo, a fim de que possamos nos divertir no shopping próximo a sua casa. Desfrutaríamos de bons momentos juntas se fôssemos.

A fala acima, apesar de não contradizer o padrão culto da língua, não está ajustada à circunstância.

Tudo é uma questão da consideração que se faz aos elementos usados no processo da comunicação, logo, emissor e destinatário devem ser analisados.

Outro exemplo é falar com uma autoridade da maneira que se fala com um amigo! Imagine um aluno dirigindo-se à professora deste modo: E aí, véi! Cumé que é? Essa prova saí ou não saí? Ce sabe né fessora, tem que estudá, tá ligado?!

A situação acima representa até mesmo uma questão de falta de respeito, pois a professora não fala assim e não há intimidade suficiente entre emissor (aluno) e receptor (educador) para esse tratamento.

Em consideração à forma escrita, temos como exemplo um bilhete da irmã para a irmã:

Fulana, peço-lhe que avise nossa mãe do seguinte: Não irei almoçar em casa hoje, pois tenho muitos afazeres, inclusive uma reunião. Por favor, não deixe de avisá-la, pois não quero causar trabalho desnecessário! Obrigada, Cicrana.

Não seria muito mais apropriado se Cicrana escrevesse para Fulana algo do tipo: Mana, avisa a mamãe que não vou almoçar hoje, tenho reunião. Por favor, não esquece, senão ela vai acabar fazendo muita comida! Brigado viu, bjo!

Então, tudo depende da circunstância em que se está inserido! Por isso, é importante levar em consideração o assunto tratado, o meio pelo qual a mensagem será transmitida, o contexto (tempo, espaço) e o nível social e cultural do interlocutor (destinatário).

Sempre considere o padrão coloquial e culto da língua: o primeiro é usado para a comunicação mais informal, com mais liberdade, sem apego às normas gramaticais. Geralmente, é utilizado no trato com amigos e familiares. Já o segundo manifesta-se pelo emprego das estruturas formais da língua, usada em situações em que se exige a formalidade e regras gramaticais.